Are Brazil‘s Deforesters Avoiding Detection?

Are Brazil‘s Deforesters Avoiding Detection?

 Rates of deforestation reported by Brazil‘s official deforestation monitoring system have declined dramatically in the Brazilian Amazon in recent years.  Much of Brazil‘s success in its fight against the clearing of monitored forests stems from a series of policy changes put into place between 2004 and 2008.  In this research we suggest that one of these policies, the decision to use the country‘s official system for monitoring forest loss in the Amazon as a policing tool, may have incentivized landowners to deforest in ways and places that evade the monitoring and enforcement system.  As a consequence, we argue that recent successes in protecting monitored forests in the Brazilian Amazon may be doing less to protect the region‘s forests than previously assumed. Read more.

 

Brasil subestima cálculo do desmatamento, afirma estudo

POR Bernardo Esteves

FOTO: Eduardo Anizelli/Folhapress

O Brasil se orgulha de ter diminuído o desmatamento na Amazônia no começo deste século: a área derrubada no ano passado foi 78% menor do que em 2004, ainda que o número tenha voltado a crescer nos últimos anos. Mas o país pode estar subestimando a extensão do fenômeno em suas estatísticas oficiais, a julgar pela conclusão de um estudo americano. Os autores estimaram que, entre 2008 e 2012, a área desmatada não computada pelo governo foi de cerca de 9 mil quilômetros quadrados, ou uma vez e meia a área derrubada em 2015.

Um artigo recém-publicado na revista Conservation Letters alega que o padrão de desmatamento na Amazônia está mudando para se concentrar nas áreas não levadas em conta pelo Prodes, o sistema de monitoramento a partir de imagens de satélite adotado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A derrubada, afirmam os autores, tem acontecido principalmente em trechos menores de 6,25 hectares, a unidade mínima considerada pelo sistema, e em zonas de floresta secundária, que cresce em áreas que já tinham sido desmatadas. (Essas áreas são desprezadas pelo Prodes, que só mede a perda de floresta primária.) Leia mais.